quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O CASAMENTO NA PALESTINA

Para um povo simples, um casamento, no círculo da vizinhança, é a única festa que interrompe, por breve espaço de tempo, o trabalho diário. Já foram criados quadros que representam o orgulho que, nessas ocasiões, pode ser visto entre o povo.
Raramente, porém, tem-se produzido quadros de casamentos de pessoas simples, em que tudo é desenvolvido com tanta dignidade, nobreza e intimidade, mas também com tanta elevação que nada deixam a desejar com relação às festas das classes mais altas. Tais possibilidades levam a mente a compreender o que de fato aconteceu nas bodas de Caná, o que nos ajuda a entender as parábolas de Jesus.
As festas nupciais no Oriente ainda são até hoje mais ou menos idênticas às festas nupciais dos tempos evangélicos.
Nesses países quentes, as bodas começam sempre no período da tarde e duram, ainda que alguns hóspedes fiquem a semana inteira, mas de um dia. E quanto mais pobres são os noivos, com maior antecedência pensam em convidar outras pessoas para esse dia.
Os pratos preferidos são: carne de carneiro fervida em leite, legumes frescos e frutas secas, como figos e uvas. Ao ler sobre esse cardápio, pode-se-ia pensar em um alto banquete. Entretanto, essas mesmas pessoas passam semanas inteiras a pão e água. E o vinho? perguntará alguém. O vinho, na antiga Palestina, pertence não só às bebidas agradáveis, como também faz parte das refeições.
Não se deve esquecer, porém, que o vinho é sempre misturado com água. Um fato notável é que nas regiões do vinho existem menos bêbados do que mais para o norte, e que nas festas de pessoas simples raramente acontece de alguém se embriagar. Os povos do sul, que vivem quase sempre aos olhos de todos, principalmente os jovens, desde cedo estão acostumados às regras de urbanidade.
No oriente, em casas como aquela de Caná, o vinho era conservado em cântaros. Menciona-se no evangelho expressamente o vinho das bodas. As pessoas tinham de ficar distantes dos cântaros, pouco numerosos. Diziam: "O vinho é para as bodas". Antes disso, não podiam tocar nele!
Como em todos os povos bem constituídos, em Israel o casamento também era considerado um acontecimento que não dizia respeito só à família, mas a todos os parentes de ambos os lados. Foi por isso que Maria recebeu o convite, extensivo a Jesus e a todos os que estavam em sua companhia. A participação na festa era igualmente franqueada a todos os moradores do lugar.
É de fundamental importância, para que possamos compreender as bodas em Caná, lembrarmos que, com a chegada de Jesus e de seus discípulos, o número de hóspedes aumentou. Todavia, o problema propriamente dito surgiu porque todas as pessoas da região tomaram conhecimento da chegada do Salvador à festa.
Um dos seus companheiros, Natanael, era de Caná, e provavelmente não guardou segredo da presença de Jesus no casamento. E a multidão que se ajuntou não quis deixar de entrar na casa dos noivos, conforme o costume oriental. Podemos ler nos escritos rabínicos que em um casamento naquela região a maioria dos convidados chega muito tempo depois de a festa já ter começado.
Um homem, o mestre-sala, encarregava-se de servir os convidados. Era chamado, mais apropriadamente, de copeiro. Cabia a ele misturar o vinho com maior ou menor quantidade de água, reunir as especiarias e dar ordens aos diversos servidores. Certamente, era um posto honroso.
As mulheres tomavam para si o trabalho de preparar a comida: entre elas, as irmãs e as primas dos noivos. É o que devemos supor de Maria, embora isso não seja indicado expressamente, pois lemos que a mãe de Jesus lá estava não que tivesse sido convidada.
Caná da Galileia vista de longe
As mulheres da casa teriam mostrado, certamente, logo que ela chegou, as provisões que tinham em alimentos e bebidas para as núpcias. Mais do que entre nós, no Oriente, as mulheres demonstram grande alegria nos múltiplos preparativos para grandes festas.
Essa série de fatos é de suma importância para as bodas, a festa da qual estamos falando, onde chegaram mais convidados do que se esperava, e era natural que o vinho calculado já não fosse suficiente para todos. Daí o fato de Jesus ter realizado o milagre.

Até à próxima!
Fica na paz!

sábado, 6 de maio de 2017

A CONDUTA DO CRISTÃO

A CONDUTA DO CRISTÃO 
Texto base: 1Pe 2.11--5.11
Pedro explica e ilustra a conduta esperada dos crentes. Ele começa com um resumo: (1) abster-se dos desejos da carne; e (2) viver com uma conduta honrável para que os de fora sejam convertidos (2.11,12). Depois disto, Pedro elabora sobre a essência da conduta dos cristãos, notando que eles devem viver a vida cristã em submissão, sofrimento e serviço.
Primeiro, os cristãos devem viver em submissão ao governo civil (2.13-17), aos seus senhores (2.18-25), aos seus maridos (3.1-7), e aos irmãos (3.8-12). Eles devem se submeter às autoridades civis, a fim de fazer a vontade de Deus e silenciar os incrédulos (2.13-16). Os cristãos que são escravos devem submeter-se aos seus senhores porque Deus recompensa àqueles que sofrem injustamente (2.18-20). Cristo é um exemplo de sofrimento injusto. Embora Ele não tivesse cometido nenhum pecado, realizou a substituição e a reconciliação do crente por meio do sofrimento (2.21-25).
As esposas cristãs deveriam se submeter aos seus maridos para que eles se convertessem à fé em Cristo (3.1,2). A verdadeira beleza da mulher está em seu caráter e conduta (3.3,4). Os maridos cristãos têm a obrigação de honrar suas esposas. Finalmente, os cristãos devem ser submissos uns aos outros, vivendo em comunhão, união e amor. O Antigo Testamento promete longa vida àqueles que vivem em retidão e buscam a paz (3.8-12).
Segundo, à luz da perseguição, os que creem enfrentam a possibilidade de sofrerem pela justiça. Eles devem reagir com consagração a Deus e prontidão para testificar da fé (3.14,15). O resultado de tal reação será uma boa consciência por parte do cristão e vergonha daqueles que caluniam e abusam (3.16). Cristo é um exemplo importante do sofrimento injusto e o resultado de perseverar em tal sofrimento. Depois que Cristo sofreu e morreu, Ele foi ressuscitado dos mortos e anunciou Sua vitória aos inimigos de Deus. A arca de Noé ilustra o que acontece com aqueles que são salvos, que é uma figura do batismo cristão, e submeter-se ao batismo é um ato de boa consciência para com Deus (3.18-22).
Os cristãos agora vivem para Deus; portanto, devem se desviar do pecado (4.1,2). Eles devem orar, amar uns aos outros fervorosamente, ser hospitaleiros, e usar os dons e habilidades que Deus lhes deu no ministério (4.7-11). Eles devem saber que o sofrimento chegará e reagir com alegria. Eles sofrerão pelo nome de Cristo porque são cristãos; contudo, o sofrimento deles nunca deve ser por causa do pecado (4.12-15). Eles devem manter a boa conduta enquanto sofrem, já que Deus é sempre fiel a eles (4.17-19).
Terceiro, os cristãos devem viver a vida cristã a serviço dos outros, principalmente no que diz respeito ao testemunho de vida e fé. Para que os outros cristãos, sejam fortalecidos e saibam que o Senhor será com eles também. Isso é viver a serviço dos demais irmão, e, não se envolver em negócios de outrem. Pedro exorta os cristãos como um presbítero companheiro e como alguém que testemunhou dos sofrimentos de Cristo e é um futuro participante da glória de Cristo (5.1). Os presbíteros devem levar a exortação de Pedro seriamente e cumprir suas obrigações voluntariamente e com alegria, ao pastorear o rebanho de fieis do Senhor, sabendo que receberão uma coroa de glória quando Cristo voltar (5.2-4). Os cristãos devem confiar em Deus em todas as suas ansiedades porque o Senhor está preocupado com eles (5.7). O diabo está sempre procurando alguma forma de atacá-los e vencê-los; portanto, os cristãos precisam resistir ao diabo firmemente.

CONCLUSÃO
O principal propósito de 1 Pedro é a exortação prática (5.12). Pedro exorta os cristãos a: (1) viver de acordo com a esperança que receberam por intermédio de Cristo e (2) perseverar no sofrimento triunfantemente e com alegria à luz da eterna glória vindoura prometida aos seguidores de Cristo. O tema é viver com esperança em meio ao sofrimento. Alguns subtemas incluem: (1) santidade em meio ao paganismo, (2) Cristo como um exemplo de sofrimento e perseverança, e (3)como suportar o sofrimento triunfantemente.

Pergunta para refletir:
Como podem os cristãos hoje usar as afirmações de Pedro em 1 Pedro 5.8-10 em suas vidas? 

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Até a próxima!
Fica na paz!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

QUERUBIM

Querubins/Querubim
Os querubins são citados aproximadamente 92 vezes, tanto no singular como no plural, em 13 livros da Bíblia (Gênesis, Êxodo, Números, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Salmos, Isaías, Ezequiel e Hebreus).
O que está escrito sobre os querubins?
Significado da palavra: "segurar firme".
Número total de citações: 92 vezes.

  1. Querubins (plural), 64 vezes.
  2. Querubim (singular), 28 vezes.
Primeira e última referência.
  1. Primeira (Gn 3.24).
  2. Última (Hb 9.5).
Descrição dos querubins.
Dois importantes capítulos do Antigo Testamento descrevem essas angelicais criaturas de forma detalhada.
  1. Conforme Ezequiel 1 (Ez 1.4-24).
  2. Conforme Ezequiel 10 (Ez 10.1-22).
Relação dos querubins à Pessoa de Deus.
  1. Está escrito que Deus habita entre os querubins (1Sm 4.4; 2Sm 6.2; 2Rs 19.15; Sl 80.1; 99.1; Is 37.16).
  2. Está escrito que Deus fala dentre os querubins (Nm 7.89).
  3. Está escrito que Deus monta sobre os querubins (2Sm 22.11; Sl 18.10).
Relação dos querubins ao Tabernáculo e ao Templo. As imagens de dois querubins de ouro foram feitas a pedido de Deus e colocadas em cada lado da parte superior da tampa da arca do concerto no Tabernáculo de Moisés e no Templo de Salomão.
  1. O Tabernáculo de Moisés (Êx 25.17-22).
  2. O Templo de Salomão (2Cr 3.10-13).
Relação dos querubins ao Templo do Milênio.
Ele será decorado com esculturas de querubins (Ez 41.18,20,25).
O mais infame dos querubins. Lúcifer, que liderou uma rebelião contra Deus e tornou-se o diabo, foi criado originalmente como um querubim (Ez 28.14,16).
O lar original de Lúcifer (o anjo que mais tarde se tornaria o diabo) pode ter sido formado apenas pelo celestial jardim do Éden conforme a descrição de Ezequiel 28.12-17 sem nenhum acesso registrado ao sol, lua ou estrelas. Isso pode indicar que esses corpos celestiais ainda não haviam sido criados?
A terrível revolta contra Deus, planejada e colocada em prática por Lúcifer (Is 14.12-14), onde um terço dos anjos do céu foram persuadidos a unir-se a ele (Ap 12.4), certamente teria exigido muito tempo de organização para ser implementada!
Atividades dos querubins:
  1. Eles protegem a Santidade de Deus (Gn 3.22-24). Existe uma analogia interessante entre os querubins guardando a entrada para o Paraíso e os touros e leões alados da Babilônia e Assíria , imagens colossais de rosto humano fazendo guarda na entrada de templos e palácios. Por ambas as nações ocuparem exatamente o m esmo lugar onde o jardim do Éden, possivelmente, localizava-se, não é incorreto sugerir que esses ídolos eram cópias corrompidas dos verdadeiros querubins no formato de estátua.
  2. Eles ostentam a glória de Deus (Ez 1,10).
Vamos falar um pouco sobre os seres viventes referidos em Apocalipse (Ap 4.6-9; 5.8,14; 6.1,3,5,7; 15.7).
Descrição (Ap 4.6-8).
Identidade:
Aqui, temos similaridades entre os querubins e os serves . Mas também podemos ver diferenças. Os querubins têm quatro rosto cada, enquanto que os seres viventes têm apenas um. Os querubins têm quatro asas, enquanto que os seres viventes tês seis.
Atividades:
  1. Adorar e glorificar a Deus (Ap 4.8).
  2. Agradecer e adorar a Deus: a) Por Sua obra de criação (Ap 4.9-11). b) Por Sua obra de redenção (Ap 5.9).
  3. Coletar (e, provavelmente, lançar como incenso) todas as orações dos crentes no altar de ouro (Ap 5.8; 8.3,4).
  4. Anunciar os quatros primeiros julgamentos dos selos durante a tribulação (Ap 6.1-8).
  5. Distribuir os sete salvas de ira para sete anjos (Ap 15.7).
  6. Talvez tivessem a função de seguir com as responsabilidades que pertenciam a Lúcifer.
  7. Talvez tivessem a função de ser um lembrete constante da Pessoa e Obra de Jesus Cristo. Foi sugerido que os rostos dos querubins e dos seres viventes servem para lembrar os eleitos, por toda a eternidade, do ministério realizado na terra pelo abençoado Senhor. Esses rostos correspondem diretamente à apresentação de quatro partes de de Cristo no evangelho. a) Mateus apresenta-o como o Leão da tribo de Judá. b) Marcos apresenta-o como o boi servil. c) Lucas apresenta-o como o Homem perfeito. d) João apresenta-o como uma poderosa e divina águia.
Até a próxima!
Fica na paz!

Leia mais sobre as atividades dos querubins e seres viventes, na grande tribulação: Click na imagem abaixo!